Programa aprovado pelo DOS
Sponsor designado pelo Department of State para a categoria específica.
Passo a passo do J-1: formulário DS-2019, taxa SEVIS, sponsor designado, regra de retorno de 2 anos (212(e)) e como pedir a J-1 waiver quando necessário.
Veja se seu programa exige retorno obrigatório e como planejar mudança de status depois do J-1.
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Sponsor designado pelo Department of State para a categoria específica.
Certificado de Eligibility emitido pelo sponsor ao participante.
Fundos suficientes para a estadia (sponsor, bolsa, recursos próprios ou combinação).
Cobertura mínima exigida pelo DOS durante toda a participação.
Suficiência em inglês para o programa (avaliada pelo sponsor).
Algumas categorias exigem retorno por 2 anos antes de mudar para imigrante.
Um mini-curso gratuito sobre o Exchange Visitor Program, das categorias até o two-year rule. Cinco capítulos, zero enrolação.
O J-1 é o visto de intercâmbio cultural em mais de 14 categorias: au pair, intern, trainee, research scholar, professor, physician, summer work travel, secondary school student. O patrocínio é feito por uma sponsor organization aprovada pelo Departamento de Estado.
Este playbook detalha as categorias mais comuns, formulário DS-2019, taxa SEVIS, entrevista no consulado, regra dos 2 anos de retorno (212(e)) e como pedir waiver, validade típica, troca de programa e a diferença prática entre J-1 e F-1 ou H-3.
O J-1 não é apenas "visto de intercâmbio de verão". É um programa federal com mais de 15 categorias, regulado pelo Department of State.
O J-1 é o visto do Exchange Visitor Program (EVP), criado pelo Mutual Educational and Cultural Exchange Act de 1961 (Fulbright-Hays Act) e codificado no INA § 101(a)(15)(J). Diferente do F-1 (gerido pelo DHS via SEVP), o J-1 é administrado pelo Department of State através do Bureau of Educational and Cultural Affairs (ECA). Essa distinção é fundamental: o J-1 existe para promover intercâmbio cultural e educacional, não apenas para permitir estudo.
O conceito central do J-1 é o designated sponsor, uma organização americana autorizada pelo Department of State a administrar programas de intercâmbio. O sponsor emite o formulário DS-2019 (Certificate of Eligibility for Exchange Visitor Status), que é o equivalente ao I-20 do F-1. Sem sponsor, não existe J-1.
O J-1 abrange uma gama extraordinária de atividades: desde um estudante de high school morando com host family até um pesquisador de pós-doutorado em laboratório de universidade, passando por au pairs, estagiários, trainees, professores e médicos. Cada atividade corresponde a uma categoria específica com regras próprias de duração, trabalho e elegibilidade.
A regulamentação detalhada está em 22 CFR Part 62, que especifica os requisitos para cada categoria, as obrigações do sponsor, as condições de manutenção de status e as regras do two-year home residency requirement, a característica mais distintiva e temida do J-1.
O J-1 é gerido pelo Department of State, não pelo USCIS/DHS. O documento-base é o DS-2019 (não o I-20). O intermediário é um designated sponsor (não a escola). Entender essas diferenças evita confusão com o F-1.
A regra dos dois anos é a característica mais importante do J-1, e a mais mal compreendida.
O two-year home residency requirement, definido no INA § 212(e), exige que certos visitantes J-1 retornem ao país de origem e residam lá por pelo menos dois anos antes de poder: (1) solicitar visto H, L ou K, (2) solicitar mudança de status para H, L ou K dentro dos EUA, ou (3) solicitar residência permanente (greencard). Essa exigência é marcada no DS-2019 e no visto como “subject to 212(e)”.
A regra se aplica em três situações: (1) o programa foi financiado total ou parcialmente pelo governo dos EUA ou pelo governo do país de origem (incluindo bolsas de agências governamentais do país de origem); (2) as habilidades do visitante estão na Skills List do Department of State para o país de origem, uma lista de profissões consideradas necessárias para o desenvolvimento do país; (3) o visitante veio para os EUA para educação ou treinamento médico (graduate medical education ou training).
A Skills List varia por país e historicamente inclui profissões nas áreas de saúde, engenharia, educação e certas ciências. A lista é atualizada periodicamente e pode ser consultada no Exchange Visitor Skills List do Department of State. Se a sua profissão está na lista E se o seu subject field code no DS-2019 corresponde, a regra se aplica, mesmo que você não tenha recebido financiamento governamental.
A boa notícia: a regra dos dois anos pode ser dispensada via waiver (I-612). A má notícia: o waiver não é automático, exige justificativa forte e pode levar de 4 a 12 meses para ser processado. Entender se a regra se aplica ao seu caso é o primeiro passo de qualquer planejamento migratório pós-J-1.
Cheque o campo "subject to 212(e)" no seu DS-2019 e no visto J-1. Se estiver marcado "Yes", a regra dos dois anos se aplica a você. Se estiver "No" ou não marcado, você não está sujeito. Em caso de dúvida, solicite uma Advisory Opinion ao Department of State.
As quatro categorias mais populares entre participantes internacionais, cada uma com regras específicas de elegibilidade, duração e tipo de atividade.
A categoria Intern (22 CFR § 62.22) é para estudantes universitários ou recém-formados (até 12 meses após a graduação) que querem estagiar em empresa americana. Duração máxima: 12 meses. O estágio deve ser relacionado ao campo de estudo. O participante recebe remuneração (geralmente US$ 12-25/hora) e trabalha sob supervisão de um mentor na host company.
A categoria Trainee (22 CFR § 62.22) é similar ao Intern, mas para profissionais com pelo menos 1 ano de experiência no exterior (ou 5 anos de experiência se não tiver degree). Duração máxima: 18 meses. O Trainee exige um Training Plan (Form DS-7002) detalhando os objetivos, as fases do treinamento e as habilidades a serem desenvolvidas. É mais exigente que o Intern em termos de planejamento.
O Summer Work Travel (SWT) (22 CFR § 62.32) é o programa de trabalho de verão: estudantes universitários matriculados fora dos EUA trabalham em empregos temporários durante as férias de verão americanas. Duração máxima: 4 meses. Empregos típicos: resorts, parques de diversão, restaurantes, hotéis. É uma das categorias mais populares entre participantes internacionais, especialmente universitários de 20-25 anos.
A categoria Au Pair (22 CFR § 62.31) permite que jovens de 18-26 anos morem com uma host family americana, cuidem de crianças e participem de atividades culturais. Duração: 12 meses (extensível por 6, 9 ou 12 meses adicionais). O au pair recebe estipêndio semanal mínimo de US$ 195,75, moradia e alimentação incluídas, e US$ 500 para educação.
Intern e Trainee exigem Form DS-7002 (Training Plan) aprovado pelo sponsor ANTES da emissão do DS-2019. Sem o DS-7002, o sponsor não pode emitir o documento. Comece a elaboração do Training Plan com pelo menos 2 meses de antecedência.
As categorias acadêmicas do J-1 são o caminho mais comum para pesquisadores internacionais em universidades americanas.
A categoria Professor (22 CFR § 62.21) é para acadêmicos que vão ensinar em universidades ou instituições de pesquisa americanas. Duração: até 5 anos. O professor deve ter qualificações equivalentes às exigidas para a posição (tipicamente PhD ou equivalente). O sponsor é geralmente a própria universidade.
O Research Scholar (22 CFR § 62.21) é para pesquisadores, incluindo pós-doutorandos, que vão conduzir pesquisa em universidades, centros de pesquisa, empresas ou laboratórios governamentais. Duração: até 5 anos. É a categoria mais usada por bolsistas internacionais que fazem pós-doc nos EUA. O sponsor pode ser a universidade ou uma organização de intercâmbio.
O Short-term Scholar (22 CFR § 62.21) é para professores, pesquisadores e profissionais que participam de atividades acadêmicas de curta duração: palestras, conferências, workshops, consultoria acadêmica. Duração máxima: 6 meses. Não requer vínculo formal com a instituição, basta ter convite documentado.
Importante para as três categorias: existe a regra dos 12 e 24 meses entre participações. Quem participou como Professor ou Research Scholar não pode retornar em nenhuma categoria J-1 por 24 meses após o fim do programa. Quem participou como Short-term Scholar deve esperar 12 meses. Essa regra anti-repetição visa garantir que o programa seja realmente de intercâmbio, não residência disfarçada.
Se sua bolsa vem do governo do seu país de origem, você provavelmente estará sujeito ao two-year rule. Planeje isso ANTES de aceitar a bolsa. O waiver existe, mas leva meses e não é garantido. Considere se a regra dos dois anos é compatível com seus planos de carreira.
Independente da categoria, todo J-1 deve cumprir requisitos mínimos que o sponsor verifica antes de emitir o DS-2019.
O primeiro requisito transversal é a proficiência em inglês. O 22 CFR § 62.10(a)(2) exige que todo exchange visitor tenha “sufficient proficiency in the English language” para participar efetivamente do programa. O método de avaliação varia por sponsor: alguns aceitam TOEFL/IELTS, outros fazem entrevista própria (por telefone ou vídeo), e alguns aceitam comprovação de estudo prévio em inglês.
O segundo requisito é o seguro saúde obrigatório. O 22 CFR § 62.14 estabelece requisitos mínimos que DEVEM ser atendidos durante todo o programa: (1) cobertura médica de pelo menos US$ 100.000 por acidente ou doença, (2) repatriação de restos mortais de pelo menos US$ 25.000, (3) evacuação médica de pelo menos US$ 50.000, e (4) dedutível de no máximo US$ 500 por acidente ou doença.
A manutenção de status J-1 exige: participar ativamente no programa como descrito no DS-2019, manter seguro válido, reportar mudanças de endereço e empregador ao sponsor, não trabalhar fora do autorizado e não permanecer além do grace period de 30 dias após o fim do programa. Violação resulta em término do programa e possível barreira futura.
Diferente do F-1 (60 dias de grace), o J-1 tem apenas 30 dias de grace period. Nesse período, o visitante pode viajar pelos EUA, preparar a partida e resolver assuntos pendentes, mas não pode trabalhar. Ultrapassar o grace period resulta em acumulação de presença ilegal.
O seguro saúde não é opcional, é exigência legal. Ficar sem seguro, mesmo por um dia, é violação das condições do J-1. O sponsor é obrigado a verificar e pode encerrar o programa se o participante não mantiver cobertura válida.
Do contato com o sponsor até a entrada nos EUA: cada etapa na ordem certa, sem saltar nenhuma.
O processo J-1 segue uma sequência que varia por categoria, mas a estrutura geral é: (1) identificar e ser aceito por um designated sponsor, (2) completar os requisitos do sponsor (entrevista, documentação, DS-7002 se aplicável), (3) receber o DS-2019, (4) pagar a taxa SEVIS, (5) preencher o DS-160, (6) pagar a taxa MRV, (7) entrevista consular.
A taxa SEVIS para J-1 é de US$ 220, paga online no site fmjfee.com. Essa taxa é menor que a do F-1 (US$ 350). O pagamento cria o registro SEVIS e deve ser feito antes da entrevista consular. Categorias isentas da taxa SEVIS: participantes financiados 100% pelo governo dos EUA, e certas categorias governamentais.
O DS-160 é idêntico ao do F-1: mesmo formulário, mesmo site (ceac.state.gov), mesmo procedimento. A taxa MRV também é US$ 185. A entrevista consular segue o mesmo protocolo, mas as perguntas focam no programa de intercâmbio específico: “Qual é o sponsor?”, “O que você vai fazer exatamente?”, “Quem está financiando?” e “O que vai fazer quando o programa terminar?”.
A entrada nos EUA pode ser feita até 30 dias antes da data de início do programa no DS-2019. O CBP verifica: DS-2019 válido, visto J-1 válido, passaporte válido e comprovante de seguro saúde. Diferente do F-1, o officer pode perguntar sobre o seguro na entrada, então tenha o comprovante à mão.
No F-1, a escola é sempre o ponto de contato. No J-1, o sponsor é o intermediário, e pode ser uma organização completamente separada da instituição onde você vai trabalhar ou estudar. Entenda quem é seu sponsor e mantenha comunicação direta.
Cada categoria J-1 tem uma lista de documentos ligeiramente diferente. Aqui está tudo organizado.
Documentos universais (todas as categorias): passaporte válido (6+ meses), DS-2019 original assinado, confirmação do DS-160, recibo SEVIS (I-901), recibo taxa MRV (US$ 185), comprovante de seguro saúde que atende 22 CFR § 62.14, e foto 5x5cm padrão americano (já submetida no DS-160).
Intern/Trainee adicionais: DS-7002 (Training Plan) aprovado, carta da host company confirmando a posição, currículo atualizado em inglês, diploma e histórico escolar (Intern) ou comprovante de experiência profissional (Trainee – cartas de empregadores anteriores), e comprovação de matrícula universitária ativa (Intern, se ainda estudante).
Summer Work Travel adicionais: carta de emprego ou job offer da empresa americana, comprovação de matrícula ativa em universidade fora dos EUA, comprovante de proficiência em inglês (entrevista com sponsor ou teste), e carta do sponsor confirmando aceitação no programa. Evidência de moradia nos EUA (pre-arranged housing) é recomendada mas nem sempre obrigatória.
Research Scholar/Professor adicionais: carta de convite da universidade/instituição, currículo acadêmico (CV), lista de publicações, cópia do grant/funding letter (se aplicável), carta da agência de fomento do país de origem (se for o caso) e plano de pesquisa ou descrição das atividades acadêmicas. Para Professor, inclua syllabus ou descrição dos cursos a serem ministrados.
Cada categoria J-1 tem seu próprio ritmo. O erro mais comum é subestimar o tempo necessário para cada etapa.
A timeline varia drasticamente entre categorias. O Summer Work Travel tem o ciclo mais curto: contato com sponsor em setembro-novembro, entrevista e documentação em novembro-fevereiro, visto em março-abril, embarque em maio-junho. Total: 4-6 meses. A janela é apertada porque o programa acontece exclusivamente no verão americano.
Para Intern e Trainee, o ciclo é mais longo: busca por host company (1-3 meses), elaboração do DS-7002 (2-4 semanas), aprovação pelo sponsor (2-4 semanas), emissão do DS-2019 (1-2 semanas), aplicação do visto (2-4 semanas). Total: 3-6 meses. O gargalo geralmente é encontrar a host company, pois muitas empresas americanas desconhecem o programa J-1 e precisam ser educadas sobre o processo.
Para Research Scholar e Professor, a timeline depende da universidade: convite do PI/departamento, processo administrativo da universidade para emitir DS-2019 (2-8 semanas), aplicação do visto (2-4 semanas). Se houver bolsa governamental do país de origem, adicione o tempo de aprovação da agência (2-6 meses). Total: 3-12 meses.
Para Au Pair, o processo é o mais longo: aplicação com sponsor e triagem (2-4 semanas), processo de matching com host family (2 semanas a 3 meses), background check e documentação (2-4 semanas), DS-2019 e visto (2-4 semanas). Total: 3-6 meses. O matching é a variável mais imprevisível: famílias em alta demanda (grandes cidades, boas condições) recebem muitas candidatas e são mais seletivas.
Comece o processo pelo menos 6 meses antes da data desejada de início. Para SWT, pelo menos 8 meses antes (setembro/outubro para início em maio/junho). Para Research Scholar com bolsa governamental, 12 meses.
O J-1 tem uma estrutura de custos diferente do F-1: o sponsor fee é o componente extra que muitos não antecipam.
Os custos do J-1 se dividem em: taxas governamentais (fixas e iguais para todos), sponsor fees (variáveis por sponsor e categoria), seguro saúde (obrigatório) e custos de vida (variáveis por localidade). A soma total varia de US$ 1.500 (SWT básico) a US$ 10.000+ (Au Pair ou Trainee em cidade cara).
Taxas governamentais: SEVIS fee I-901 (US$ 220), taxa MRV do visto (US$ 185). Total fixo: US$ 405. Essas taxas são as mesmas independente da categoria ou do sponsor.
Sponsor fees (exemplos por categoria): Summer Work Travel: US$ 500-1.500 (inclui colocação e suporte). Intern/Trainee: US$ 1.000-3.000 (inclui DS-7002 review e compliance). Au Pair: US$ 0-500 para o au pair (a host family paga a maior parte ao sponsor, geralmente US$ 7.000-9.000/ano). Research Scholar: US$ 0-2.000 (muitas universidades absorvem o custo como sponsor).
Seguro saúde: US$ 50-150/mês (US$ 600-1.800/ano), obrigatório durante todo o programa. Alguns sponsors incluem seguro no program fee; outros exigem contratação separada. Custos de vida: variam enormemente. SWT em resort rural: US$ 300-600/mês (com moradia fornecida pelo empregador). Intern em NYC: US$ 2.000-3.000/mês. Pesquisador em college town: US$ 1.200-1.800/mês.
O sponsor fee é o custo mais variável e menos transparente. Sempre peça detalhamento por escrito do que está incluído (DS-2019, seguro, orientação, suporte emergencial) antes de pagar. Compare pelo menos 3 sponsors antes de decidir.
Erros no J-1 podem ter consequências que vão muito além do programa de intercâmbio.
O erro mais grave do J-1 é ignorar o two-year home residency requirement. Milhares de participantes aceitam programas J-1 sem entender que a regra dos dois anos vai impedi-los de obter H-1B, greencard ou visto K nos anos seguintes. A descoberta geralmente acontece quando já é tarde, quando um empregador tenta patrocinar o H-1B e o advogado detecta a exigência.
O segundo erro é abandonar o programa sem notificar o sponsor. Participantes de SWT que largam o emprego para viajar pelos EUA, interns que saem da host company para buscar outro trabalho, au pairs que deixam a host family sem rematch formal, todos estão violando as condições do J-1. O sponsor é obrigado a reportar a irregularidade no SEVIS, o que resulta em término formal do programa.
O terceiro erro é trabalhar fora do autorizado. O J-1 autoriza trabalho apenas conforme especificado no DS-2019 e na categoria do programa. SWT: apenas no empregador listado. Intern/Trainee: apenas na host company do DS-7002. Research Scholar: apenas na instituição de pesquisa. Qualquer trabalho adicional é violação, a menos que especificamente autorizado pelo sponsor.
O quarto erro é não manter seguro saúde válido. O 22 CFR § 62.14 exige seguro durante todo o programa. O sponsor monitora e pode encerrar o programa se o participante ficar sem cobertura. Além da consequência imigratória, uma emergência médica nos EUA sem seguro pode gerar dívidas de dezenas de milhares de dólares.
Um registro SEVIS terminado por violação fica permanentemente no sistema. Em futuras aplicações de visto americano (qualquer tipo), o cônsul vê o histórico e pode recusar com base no histórico de non-compliance.
O J-1 é um dos vistos mais mal compreendidos. Separar fato de ficção economiza dinheiro, tempo e oportunidades.
O mito mais perigoso: “o J-1 é um visto menor, de intercâmbio de verão”. Na realidade, o J-1 abrange mais de 15 categorias, desde trabalho de verão até pesquisa de ponta em universidades. Research Scholars com J-1 publicam em Nature e Science. Professores J-1 lecionam em Harvard e MIT. O J-1 não é “menor”, é diferente, e em muitos cenários é mais vantajoso que o F-1 ou o H-1B.
Outro mito comum: “o two-year rule se aplica a todo J-1”. Falso. A maioria dos participantes em SWT, Intern e Trainee NÃO está sujeita. A regra se aplica apenas quando há financiamento governamental, a profissão está na Skills List ou envolve educação médica. Verifique o DS-2019: o campo “subject to 212(e)” é a resposta definitiva.
O mito mais irresponsável: “dá pra ficar ilegal depois do J-1, ninguém fiscaliza”. A realidade: o sponsor reporta o término do programa no SEVIS, o CBP tem registro de entrada e saída, e acumular presença ilegal gera barras de 3 e 10 anos. Com o sistema biométrico atual, ficar “invisível” é praticamente impossível.
E o mito que mais frustra: “o J-1 não leva a nada permanente”. Na verdade, o J-1 pode ser trampolim para F-1 (change of status para mestrado), H-1B (com waiver do two-year rule se necessário), EB-1/EB-2 (para pesquisadores que publicam durante o J-1), ou greencard via casamento. O segredo é planejar a transição desde o primeiro dia.
O dependente J-2 pode trabalhar com EAD. O F-2 não pode trabalhar de forma alguma. Para famílias onde o cônjuge precisa de renda, o J-1 pode ser a escolha superior ao F-1, mesmo que o programa acadêmico seja similar.
Dúvidas frequentes
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