O Au Pair nos Estados Unidos faz parte de um programa cultural e educacional, mas, ao mesmo tempo, ele presta serviços remunerados para a família anfitriã. Isso significa que, embora o principal objetivo seja a troca cultural, há uma relação de trabalho que, para efeitos fiscais, pode gerar obrigações tanto para o Au Pair quanto para a família. Na prática, quando um Au Pair recebe uma remuneração, essa quantia é considerada um salário e a família anfitriã – como “empregadora” – pode ter a obrigação de emitir um formulário W-2 ao final do ano. Esse documento é utilizado pelo Internal Revenue Service (IRS) para reportar os rendimentos pagos e os impostos eventualmente retidos. Em outras palavras, se as leis e as orientações fiscais forem seguidas, o Au Pair deverá receber formalmente um W-2 para declarar os valores recebidos no período. É importante também destacar que cada situação pode ter suas particularidades, dependendo de fatores como a duração da estadia, o status fiscal do Au Pair (por vezes, o Au Pair pode ser classificado como “não-residente” para fins de impostos) e as obrigações da família anfitriã. Assim, é essencial que tanto os Au Pairs quanto as famílias estejam sempre atentos às regras estabelecidas pelas autoridades de imigração e fiscais dos Estados Unidos. Sempre que se tratar de questões relacionadas a vistos, emprego e obrigações fiscais, a recomendação é seguir rigorosamente as leis de imigração e as normativas dos órgãos competentes. Procurar informações atualizadas e contar com o apoio de empresas especializadas e de fontes seguras pode ajudar a evitar problemas e também a fugir de promessas milagrosas ou campanhas de marketing que não garantem resultados reais.
Victoria Harper
Editora-Chefe
Como jornalista e editora líder do Visto n’ Visa, Victoria contribui para que os temas de imigração sejam abordados de forma clara, confiável e fácil de entender. Seu foco é oferecer conteúdo útil, humano e relevante para pessoas que exploram novos caminhos no exterior.