O L-1 existe para transferir executivos, gerentes e profissionais com conhecimento especializado de uma empresa no exterior para uma filial, subsidiária ou afiliada nos Estados Unidos. Ele pressupõe um vínculo empregatício contínuo com a empresa estrangeira durante um período qualificante antes da transferência e uma relação corporativa clara entre as duas operações.
Ser transferido internacionalmente a cada seis meses não elimina, por si só, a possibilidade de manter o L-1. O que a imigração americana avalia é se essas movimentações preservam a continuidade do emprego e a natureza da função que justifica o visto. Se os cargos ocupados em cada país mantêm relevância e progressão coerentes com a estratégia da empresa, a elegibilidade pode continuar íntegra.
Por outro lado, deslocamentos muito frequentes podem levantar dúvidas sobre a manutenção desse vínculo e sobre o cumprimento do período qualificante exigido. Nesses casos, a análise tende a ser mais detalhada, verificando como os intervalos curtos se encaixam na lógica de emprego contínuo e de qualificação da função.
- O foco é a continuidade do vínculo, não a frequência das viagens.
- A função em cada país deve manter coerência e progressão.
- Transferências frequentes podem exigir comprovação adicional.
Como cada situação tem nuances próprias, vale documentar bem o histórico de emprego e verificar os requisitos atualizados no USCIS ou com um especialista antes de assumir riscos com a rotina de transferências.
Aprenda mais sobre o L-1
- Tipo
- Transferência intraempresa
- L-1A
- Executivos/gerentes (até 7 anos)
- L-1B
- Conhecimento especializado (até 5 anos)
- Processo
- 1-3 meses
Sobre o autor
Victoria Harper
Editora-Chefe
Como jornalista e editora líder do Visto n’ Visa, Victoria contribui para que os temas de imigração sejam abordados de forma clara, confiável e fácil de entender. Seu foco é oferecer conteúdo útil, humano e relevante para pessoas que exploram novos caminhos no exterior.