Não existe uma proibição expressa que impeça alguém de residir no Canadá e cruzar a fronteira todos os dias para trabalhar nos Estados Unidos com o L-1. Ainda assim, é um arranjo que exige atenção, porque o visto foi criado para a transferência de executivos, gerentes e profissionais com conhecimento especializado que atuam presencialmente na operação americana.
O ponto sensível é demonstrar que o trabalho acontece de forma consistente em solo americano, conforme o cargo aprovado na petição. Deslocamentos diários pela fronteira podem chamar a atenção das autoridades migratórias e pedir comprovação clara de que as funções seguem sendo cumpridas nos EUA.
Há ainda uma camada dupla de regras a considerar:
- As condições do próprio L-1 e do vínculo com a empresa americana.
- As normas de residência e entrada do Canadá, que seguem a legislação canadense.
- O controle de entradas e saídas registrado a cada cruzamento de fronteira.
Por envolver dois países e uma rotina fora do padrão, o cenário deve ser avaliado individualmente. Vale confirmar as regras atualizadas e conversar com um especialista em imigração antes de adotar esse formato com o L-1.
Aprenda mais sobre o L-1
- Tipo
- Transferência intraempresa
- L-1A
- Executivos/gerentes (até 7 anos)
- L-1B
- Conhecimento especializado (até 5 anos)
- Processo
- 1-3 meses
Sobre o autor
Victoria Harper
Editora-Chefe
Como jornalista e editora líder do Visto n’ Visa, Victoria contribui para que os temas de imigração sejam abordados de forma clara, confiável e fácil de entender. Seu foco é oferecer conteúdo útil, humano e relevante para pessoas que exploram novos caminhos no exterior.