Quem vive em Gjoa Haven: maioria inuíte e pequena rotação de profissionais do sul
Mais de 85 por cento da população é inuíte, com Inuktitut falado no dia a dia ao lado do inglês. O restante são professores, enfermeiros, policiais e técnicos que vêm de outras províncias canadenses em contratos temporários.
Gjoa Haven é uma comunidade pequena, com pouco mais de mil habitantes em uma faixa estreita de casas pré-fabricadas voltadas para a baía. A esmagadora maioria é inuíte, parte do grupo Netsilik, com famílias extensas que historicamente nomadizavam pela região e foram sedentarizadas a partir dos anos 1960. O perfil etário é jovem: a média de idade fica abaixo de trinta anos, bem mais baixa que a média canadense.
A língua materna predominante é o Inuktitut, escrito em silabário próprio, e é normal ouvi-lo em casa, na escola e nas rádios locais. O inglês entra como segunda língua e domina a vida administrativa, médica e escolar a partir dos anos finais. Quase ninguém fala francês no cotidiano, apesar de o Canadá ser oficialmente bilíngue.
A minoria não-inuíte costuma ser flutuante. São profissionais qallunaat, termo inuíte para não-inuítes, contratados pelo governo de Nunavut, pela escola, pelo posto de saúde, pela polícia montada ou por empresas de mineração regional. Muitos passam dois a três anos e voltam para o sul. Religiosamente, predominam denominações cristãs trazidas por missões anglicanas e católicas, sobrepostas a práticas espirituais inuítes mais antigas.
- Inuktitut
- Inglês
- Inuinnaqtun
- Anglicanismo
- Catolicismo
- Pentecostalismo
- Espiritualidade inuíte tradicional
