Um cargo de co-gerência pode, sim, servir para o EB-1C, mas costuma exigir uma demonstração mais cuidadosa. Isso porque a categoria não olha o rótulo do cargo, e sim a substância da sua atuação: se você de fato exerceu função executiva ou gerencial, com autoridade decisória e controle relevante sobre a operação ou uma área da empresa.
Quando a gestão é compartilhada, o risco é a análise ficar em dúvida sobre quais responsabilidades eram realmente suas. Por isso, o esforço documental é maior: é preciso deixar claro que, mesmo dividindo a liderança, o seu papel tinha peso decisório próprio. Costumam ajudar:
- Descrições de cargo e organogramas que mostrem a sua posição e a cadeia de decisão.
- Evidências das decisões e das áreas que estavam sob a sua responsabilidade.
- Registros que diferenciem a sua atuação da do outro gestor, sem esvaziar nenhuma das duas.
Também é preciso que a experiência gerencial no exterior, no período relevante, se some a um empregador nos EUA com vínculo corporativo qualificador à empresa estrangeira, como em qualquer caso de EB-1C.
Como a leitura desses critérios varia com os detalhes, vale reunir provas robustas do seu papel e confirmar os requisitos atualizados junto ao USCIS ou com um especialista antes de peticionar.
Aprenda mais sobre o EB-1
- Categoria
- Green Card EB-1 (1ª prioridade)
- Requisito
- Habilidade extraordinária
- Auto-petição
- Permitida (sem patrocinador)
- Processo
- 6-18 meses
Sobre o autor
Victoria Harper
Editora-Chefe
Como jornalista e editora líder do Visto n’ Visa, Victoria contribui para que os temas de imigração sejam abordados de forma clara, confiável e fácil de entender. Seu foco é oferecer conteúdo útil, humano e relevante para pessoas que exploram novos caminhos no exterior.