Ter uma franquia de uma marca global não basta, por si só, para se qualificar ao EB-1C. A categoria é para executivos e gerentes multinacionais transferidos entre empresas do mesmo grupo, e o ponto decisivo é o vínculo corporativo entre a empresa no exterior e a que opera (ou vai operar) nos Estados Unidos.
O EB-1C pressupõe uma relação societária qualificada, do tipo matriz, filial, subsidiária ou afiliada, com controle comum entre as entidades. O problema é que a maioria das franquias funciona como negócio independente: o franqueado usa a marca e o modelo de operação, mas não integra a estrutura societária do franqueador.
Para um dono de franquia, a pergunta prática é se existe um grupo empresarial real por trás:
- Se a sua operação no exterior e a dos EUA pertencem ao mesmo grupo, com controle comum, o caminho pode existir.
- Se a franquia é apenas uma licença de marca, sem ligação societária, o EB-1C tende a não se aplicar.
- Também pesa você ter exercido, de fato, funções gerenciais ou executivas na operação no exterior.
Como a análise da estrutura societária é técnica e feita caso a caso, vale verificar os requisitos atualizados junto ao USCIS e mapear o seu organograma com um especialista antes de peticionar.
Aprenda mais sobre o EB-1
- Categoria
- Green Card EB-1 (1ª prioridade)
- Requisito
- Habilidade extraordinária
- Auto-petição
- Permitida (sem patrocinador)
- Processo
- 6-18 meses
Sobre o autor
Victoria Harper
Editora-Chefe
Como jornalista e editora líder do Visto n’ Visa, Victoria contribui para que os temas de imigração sejam abordados de forma clara, confiável e fácil de entender. Seu foco é oferecer conteúdo útil, humano e relevante para pessoas que exploram novos caminhos no exterior.