O visto E-1 é destinado a investidores e empresários de países que mantêm tratado de comércio com os Estados Unidos, permitindo que eles operem negócios focados em trocas comerciais substanciais entre seu país de origem e os EUA. Uma dúvida comum é se é possível ter um sócio americano dentro dessa estrutura empresarial.
Em linhas gerais, o visto E-1 exige que a participação majoritária da empresa seja de posse de cidadãos do país com o qual o Estados Unidos mantém tratado; isto é, pelo menos 50% da empresa precisa estar nas mãos de nacionais do país de origem do investidor. Assim, embora possa haver a presença de sócios americanos na estrutura da empresa, o controle e a propriedade majoritária devem permanecer com cidadãos do país tratado para que os requisitos do visto sejam atendidos.
É importante destacar que a estrutura societária deve ser organizada de forma a comprovar a continuidade e a relevância do comércio entre os Estados Unidos e o país de origem do investidor. Ter sócios americanos pode facilitar alguns aspectos operacionais ou estratégicos, mas é fundamental que a participação destes não comprometa o controle exigido pela legislação de imigração. Cada caso pode ter circunstâncias e nuances específicas, e a composição acionária deve ser cuidadosamente planejada para evitar problemas durante a análise do processo.
Lembre-se sempre de que cumprir rigorosamente as leis de imigração é essencial para o sucesso do processo. Procurar a orientação de profissionais especializados e ter cuidado com promessas fáceis ou campanhas de marketing que garantam resultados pode evitar transtornos futuros. A análise criteriosa de cada situação e a elaboração de um planejamento adequado são os melhores caminhos para se alcançar os objetivos de forma segura e em conformidade com as regras vigentes.
Victoria Harper
Editora-Chefe
Como jornalista e editora líder do Visto n’ Visa, Victoria contribui para que os temas de imigração sejam abordados de forma clara, confiável e fácil de entender. Seu foco é oferecer conteúdo útil, humano e relevante para pessoas que exploram novos caminhos no exterior.