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O E-1 pode ser usado para exportar software para o Brasil?

O visto E‑1 permite exportar software se a maior parte do comércio for com o país do investidor, que mantém tratado com os EUA; exportar só para o Brasil pode não cumprir os critérios.

Artigo escrito por

Victoria Harper

Editora-Chefe

Atualizado em 08/06/2025
3 min de leitura
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O visto E‑1 foi criado para facilitar o comércio substancial e contínuo entre os Estados Unidos e o país de nacionalidade do investidor, desde que esse país mantenha um tratado de comércio com os EUA. Esse tipo de visto pode ser utilizado por empresas que realizam operações de exportação ou importação de diversos produtos e serviços – incluindo software -, desde que atendam aos critérios de volume e continuidade do comércio. No caso específico de exportar software para o Brasil, é importante estar atento a um ponto central: o comércio realizado sob o visto E‑1 deve ocorrer principalmente entre os EUA e o país cuja nacionalidade ou sede a empresa possui, e que mantém o tratado de comércio com os EUA. Assim, se a empresa ou indivíduo é nacional de um país que mantém tais relações com os Estados Unidos, é necessário que a maior parte das operações comerciais (geralmente, mais de 50% do volume total) seja realizada com esse país, e não exclusivamente ou quase que somente com um mercado estrangeiro não contemplado pelo tratado – como é o caso do Brasil. Isso significa que, se exportar software para o Brasil fizer parte de um portfólio diversificado de transações – com grande parte delas ocorrendo com o país de origem do investidor que goza dos benefícios do tratado -, pode ser possível enquadrar essas operações dentro dos critérios do visto E‑1. No entanto, se a atividade comercial estiver focada praticamente só na exportação para o Brasil, o conjunto de transações pode não cumprir o requisito de “comércio substancial” entre os EUA e o país do investidor, conforme as disposições do visto. É fundamental seguir as leis de imigração dos Estados Unidos e obter uma análise cuidadosa de cada caso específico, considerando não apenas a natureza dos produtos ou serviços exportados, mas também a estrutura organizacional e a origem das transações. Procure sempre fontes confiáveis e, se possível, consulte especialistas que atuem na área de imigração para evitar informações equivocadas, golpes e promessas infundadas de resultados. Lembre-se: a conformidade com as normas de imigração e o cumprimento correto dos requisitos são passos decisivos para o sucesso em qualquer processo imigratório.

Victoria Harper

Editora-Chefe

Conheça o autor

Como jornalista e editora líder do Visto n’ Visa, Victoria contribui para que os temas de imigração sejam abordados de forma clara, confiável e fácil de entender. Seu foco é oferecer conteúdo útil, humano e relevante para pessoas que exploram novos caminhos no exterior.

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