Uma das bases para se obter o visto E-1 é a demonstração de que a empresa mantém uma atividade comercial substancial e contínua entre os Estados Unidos e o país do Tratado. Esse visto foi criado para facilitar o intercâmbio de mercadorias e serviços por meio de empresas que, de fato, realizam transações regulares e significativas. Quanto à possibilidade de uma empresa recém-criada solicitar o E-1, é importante esclarecer que não há uma exigência explícita de antiguidade para a empresa. Em outras palavras, não existe uma regra que impeça uma empresa de nova constituição de pleitear o visto. Contudo, o desafio maior está em comprovar que ela já estabelece, mesmo que em um período inicial, um volume comercial substancial e contínuo. A imigração americana analisa, entre outros fatores, a robustez do plano de negócios, a viabilidade das transações comerciais e a capacidade de manter um fluxo consistente de operações – elementos estes que podem ser mais complexos de demonstrar em uma empresa com pouco tempo de atuação. Cada caso é avaliado individualmente, e a apresentação de evidências sólidas que suportem a natureza e a amplitude das atividades comerciais é imprescindível. Por isso, mesmo se tratando de um empreendimento recém-aberto, se for possível reunir toda a documentação necessária que comprove a substancialidade e a continuidade do comércio entre os países, o pedido do visto E-1 pode, em tese, ser aceito. Vale destacar a importância de seguir rigorosamente as leis de imigração dos Estados Unidos e se apoiar em fontes oficiais e profissionais qualificados para evitar cair em ofertas ou campanhas que prometam resultados garantidos. Procure informações de fontes confiáveis e lembre-se de que cada caso possui particularidades que demandam uma análise minuciosa.
Victoria Harper
Editora-Chefe
Como jornalista e editora líder do Visto n’ Visa, Victoria contribui para que os temas de imigração sejam abordados de forma clara, confiável e fácil de entender. Seu foco é oferecer conteúdo útil, humano e relevante para pessoas que exploram novos caminhos no exterior.